Insatisfação:
Aquele mal que me acomete sempre que olho para as diversas possibilidades e me encontro em uma que não é exatamente a melhor das opções. Ou a que idealizei.
Exemplos do que me ocorre atualmente:
Ex1: Eu estava insatisfeita com minha vida sem tempo. Passava 14hrs fora de casa, entre percurso e trabalho, passava por 4 cidades, pegava 3 ônibus. Trabalhava numa profissão que eu não me realizava, chegava tarde e esgotada em casa, atrapalhava meu relacionamento e estudos, me sugava as energias e o pouco tempo que me restava. Porém adorava a companhia das amigas no trabalho e do senso de utilidade por trabalhar.
Ex2: Consegui ser mandada embora. Agora estava insatisfeita com o tédio. Tinha mais tempo livre, porém agora isso também implica em ter novos afazeres, tarefas das quais não sou boa e nem gosto de fazer, mas que faço já que são obrigações. Passo muito tempo sozinha, fico mais preocupada com a renda, e agora tenho preguiça, já que me sinto inútil. Porém consigo fazer algumas coisas que gosto e tenho mais tempo para os estudos/relacionamento.
Este é o cenário. Parece que em cada situação naturalmente meu foco vai para as coisas que me incomodam, que pesam, que me deixam insatisfeita. Porque parece que sempre falta algo, que nada é exatamente como eu gostaria que fosse.
Claro que quando possível tento melhorar o cenário, para tornar a situação menos penosa, mas como eu não cansarei de mencionar, já que isso é um processo e estou no inicio, EU SOU FRACA.
Eu reclamo, me entristeço, choro, fico emburrada e dou chilique. Imatura, sim infelizmente.
O erro começa por não aceitar a minha falta de controle sobre a situação, e claro por criar expectativas.
Mas não são as situações que precisam mudar, mas meu modo de reagir a elas. Pois sobre isso sim eu tenho controle.
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Gratidão
Aquele momento em que reconheço as coisas maravilhosas que vivencio, ou que ocorrem com as pessoas que amo, quando me sinto em paz, leve e agradeço ao universo, pois me sinto conectada a algo maior.
Fico realmente feliz com coisas simples, mas deixo que o efeito disso dure menos que o da insatisfação. E quando notei isso comecei a me preocupar.
Eu já cheguei a fazer um caderninho onde listava diariamente as coisas pelas quais eu era grata no dia. Porém tenho certeza que se fizesse o mesmo das coisas pelas quais eu reclamaria, a lista seria bem maior.
Não consigo simplesmente ignorar aquilo que me incomoda. Mas sei que esqueço aquilo que me fez bem. E essa é uma combinação bem perigosa. O problema não é só a insatisfação, mas a desproporção.
Gratidão depende do quanto você está disposto a ver o lado bom, a aceitar que nada é perfeito, de ficar bem apesar das dificuldades, das expectativas frustradas, injustiças e carências. Gratidão é criar uma brecha para que a paz possa entrar. É saber sentir amor pela vida. A gratidão tem de ser real e ocupar um espaço cada vez maior. E o difícil é fazer as coisas simples ganharem tal proporção. Pois para sermos gratos queremos ter bons motivos, ou criar condições ou depender de vários acontecimentos, mas a verdadeira gratidão é aquela capaz de gerar nos detalhes a imensidão. É aquela que faz seu coração vibrar, capaz de nos ensinar com a simplicidade. E isso se constrói, isso se pratica. É só estar disposto a reconhecer, que existe algo acima dos problemas.
Um dos meus pontos de paz é a natureza. Quando paro para observá-la me rendo a sua beleza, complexidade e dimensão, me sinto privilegiada por poder apreciá-la e ai sou acalorada pela gratidão. A consciência também me faz ser grata, me ensina, me aperfeiçoa. Existem diversas coisas que desencadeiam isso em mim, eu só preciso observá-las. Eu só preciso sentir. E ai naturalmente as insatisfações perdem sua força.
Aprender a ser grato, é dar a vida o valor que ela merece.
Aquele mal que me acomete sempre que olho para as diversas possibilidades e me encontro em uma que não é exatamente a melhor das opções. Ou a que idealizei.
Exemplos do que me ocorre atualmente:
Ex1: Eu estava insatisfeita com minha vida sem tempo. Passava 14hrs fora de casa, entre percurso e trabalho, passava por 4 cidades, pegava 3 ônibus. Trabalhava numa profissão que eu não me realizava, chegava tarde e esgotada em casa, atrapalhava meu relacionamento e estudos, me sugava as energias e o pouco tempo que me restava. Porém adorava a companhia das amigas no trabalho e do senso de utilidade por trabalhar.
Ex2: Consegui ser mandada embora. Agora estava insatisfeita com o tédio. Tinha mais tempo livre, porém agora isso também implica em ter novos afazeres, tarefas das quais não sou boa e nem gosto de fazer, mas que faço já que são obrigações. Passo muito tempo sozinha, fico mais preocupada com a renda, e agora tenho preguiça, já que me sinto inútil. Porém consigo fazer algumas coisas que gosto e tenho mais tempo para os estudos/relacionamento.
Este é o cenário. Parece que em cada situação naturalmente meu foco vai para as coisas que me incomodam, que pesam, que me deixam insatisfeita. Porque parece que sempre falta algo, que nada é exatamente como eu gostaria que fosse.
Claro que quando possível tento melhorar o cenário, para tornar a situação menos penosa, mas como eu não cansarei de mencionar, já que isso é um processo e estou no inicio, EU SOU FRACA.
Eu reclamo, me entristeço, choro, fico emburrada e dou chilique. Imatura, sim infelizmente.
O erro começa por não aceitar a minha falta de controle sobre a situação, e claro por criar expectativas.
Mas não são as situações que precisam mudar, mas meu modo de reagir a elas. Pois sobre isso sim eu tenho controle.
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Gratidão
Aquele momento em que reconheço as coisas maravilhosas que vivencio, ou que ocorrem com as pessoas que amo, quando me sinto em paz, leve e agradeço ao universo, pois me sinto conectada a algo maior.
Fico realmente feliz com coisas simples, mas deixo que o efeito disso dure menos que o da insatisfação. E quando notei isso comecei a me preocupar.
Eu já cheguei a fazer um caderninho onde listava diariamente as coisas pelas quais eu era grata no dia. Porém tenho certeza que se fizesse o mesmo das coisas pelas quais eu reclamaria, a lista seria bem maior.
Não consigo simplesmente ignorar aquilo que me incomoda. Mas sei que esqueço aquilo que me fez bem. E essa é uma combinação bem perigosa. O problema não é só a insatisfação, mas a desproporção.
Gratidão depende do quanto você está disposto a ver o lado bom, a aceitar que nada é perfeito, de ficar bem apesar das dificuldades, das expectativas frustradas, injustiças e carências. Gratidão é criar uma brecha para que a paz possa entrar. É saber sentir amor pela vida. A gratidão tem de ser real e ocupar um espaço cada vez maior. E o difícil é fazer as coisas simples ganharem tal proporção. Pois para sermos gratos queremos ter bons motivos, ou criar condições ou depender de vários acontecimentos, mas a verdadeira gratidão é aquela capaz de gerar nos detalhes a imensidão. É aquela que faz seu coração vibrar, capaz de nos ensinar com a simplicidade. E isso se constrói, isso se pratica. É só estar disposto a reconhecer, que existe algo acima dos problemas.
Um dos meus pontos de paz é a natureza. Quando paro para observá-la me rendo a sua beleza, complexidade e dimensão, me sinto privilegiada por poder apreciá-la e ai sou acalorada pela gratidão. A consciência também me faz ser grata, me ensina, me aperfeiçoa. Existem diversas coisas que desencadeiam isso em mim, eu só preciso observá-las. Eu só preciso sentir. E ai naturalmente as insatisfações perdem sua força.
Aprender a ser grato, é dar a vida o valor que ela merece.
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