2021. Inicio de primavera, interior de SP.
Ainda estamos vivendo sequelas do caos pandêmico, e em solo BR tbm temos os fatores político, hídrico e econômico pra agravar.
Creio que nesse tempo a vida de tds foram impactadas de alguma forma e algumas mudanças inevitáveis foram ocorrendo.
Comigo tbm, volto pra cá como outra pessoa. Muito mais madura em algumas questões, MUITO mais perdida em outras. Feliz por não ter perdido ninguém próximo devido a covid. Decepcionada ao constatar que alguém que julguei ser próximo se converter num estranho. E claro, abalada com o descaso crônico do desumano que segue na presidência.
Divorciada, formada (sem atuar na área), iniciante na preocupação com a saúde, num novo trabalho (totalmente fora da minha zona de conforto e pagando metade do q eu ganhava), morando novamente com os pais, fazendo acompanhamento com psico, cabelo zoado (curto e sem corte pq to deixando crescer depois de raspar a cabeça no ano passado), finalmente 8kg mais pesada, coração fechado para balanço e futuro incerto. Check.
Não dá muito orgulho, estou tipo a história de Perséfone... espero estar na fase q ela tá saindo do inferno.
Pensei em apagar td que já tinha postado, pq não me identifico mais com quem eu era ou com minhas opiniões, mas deixei os posts velhos, nem sei pra quê.
Enfim, prazer, Aline: Trintona, mas com a criança interior em dia. Ainda uso a arte como fonte de distração e expressão (e de frustração as vezes). Não sou good vibes utópica, nem a melancólica sentimentalista chorona de outrora. Busco ser mais consciente e resiliente, assim tudo fica mais simples. Ainda sou atrapalhada, insegura e esquisita, mas agora tenho plena consciencia disso e não gasto energia tentando disfarçar. Ainda desconfortável no quesito socialização, mas com possibilidades de melhoras. Me identifico com a pratica budista embora reconheça que deveria me aprofundar bem mais (entretanto habito em lar cristão). Fiz umas excursões/mini viagens e percebi q desbravar o mundo é a melhor forma de sair da zona de conforto. Voltei a ver fórmula 1 depois de anos, e cara que ano maravilhoso. To tentando aprender uns idiomas por conta própria. Psicológico oscilante devido a danos imprevisíveis na saúde física, tambem devido a golpes baixos e com uma auto-estima q precisa ser construída do zero. Aliviada por tomar a decisão de reconhecer e encerrar um relacionamento que não funcionava mais. (e não, não foi por causa do confinamento). Graças a esta decisão aprendi muito. Infelizmente aprendi até oq não queria, mas foi necessário. Trabalhar com gente mais nova num setor que não domino não facilita meu deslocamento, mas ajuda indiretamente. Fora vários outros assuntos.
Bom a sensação é de jogar os dados e tirar um seis num jogo de tabuleiro e comemorar por parecer ir mais longe, mas cair naquela casa que diz para voltar ao início do jogo. Mas isso não significa que perdeu, apenas q vai precisar trilhar uma nova jornada.
É um resumo mal feito, mas aos poucos me aprofundo em detalhes.
Achei q isso aqui merecia uma introdução, pq não quero ser confundida com a Aline de antes. Sei q parece besteira, mas tenho horror a imaginar que usava choro na tentativa de comoção, ou que já gostei de usar cardigã com estampa de coraçaozinho, q abria mão da minha autenticidade pra agradar, ou pior, ter o hábito de levar tudo pro lado pessoal e sofrer com algo q aconteceu só na minha interpretação. E essa é só a vergonha do "passado recente", se eu for puxar coisa da adolescencia gera crise existencial. Melhor olhar p frente.
To longe de representar o meu melhor, mas ainda me prefiro agora do q em qualquer versão passada.
Bom hoje na era do tiktok creio q escrever em blog tá ultrapassadíssimo, mas eu cringe me identifico bem mais com escrever textão do que fazer vídeos de 30seg de dancinha.
Permita-me me reinventar, ainda q na velha plataforma.
Até breve.