Ainda falando sobre mudança, hoje é mais sobre ambição, comparação e frustração. (E uma ingratidão camuflada).
Talvez a etapa mais difícil: Reconhecer a supervalorização material e meus equivocos de interpretação.
Episódio de hoje: Aprender a viver com menos. E reconhecer o suficiente.
Sabe quando você tem aquele espírito crítico e só vê defeitos? Quando sua insatisfação te faz comparar o que você tem com o que você queria ter? A sensação de que falta algo, que depende de alguns fatores para ficar feliz? De sentir vergonha pela posição que se encontra? Bom isso é um pouco do que senti no início dessa nova jornada.
Quando me mudei de casa eu sabia que o novo lar precisava de muitos ajustes. Porém conviver com tais pendências me impedia de ser grata pelo que tinha.
A maior parte do tempo minha sensação era de que, eu só ficaria feliz se fizesse ao menos alguns ajustes. Ou seja, estava impondo condições a minha felicidade e obstruindo o caminho para a gratidão.
Só depois de algum tempo que fui me dar conta de que o problema não eram as coisas por fazer, mas a dependencia material que eu impunha ao meu bem estar.
Eu até então não tinha avaliado esse tipo de coisa em mim. E era de extrema importância, tanto que talvez eu esteja nessa posição justamente para aprender essa lição.
A fachada da casa era bem judiada. E de alguma forma isso me incomodava e constrangia. Pois eu não sabia, mas associava os bens materiais com o pessoal. E imaginava que julgassem minha condição simples como desleixo ou falta de competência.
Isso gerava em mim um desânimo enorme. Não dava gosto ter zelo por um lugar, que precisando de tantos cuidados, pouco se notava as melhorias mais simples.
Me entristecia muito com isso. Mas aos poucos notei minha arrogância de desprezar meu próprio teto só por causa da aparência.
Reparei que meu impasse não eram as falhas materiais apenas, notei um orgulho ferido. Um temor pela imagem que teriam de mim. Uma comparação com o que eu considerava o ideal me impedia de reconhecer aquilo que eu tinha. Uma ambição cega em que nada estava bom.
Depois comecei a avaliar a situação e percebi que o caráter de alguém não pode ser medido pelos bens que possui. Eu não sabia que via as coisas assim. Não chegava a rebaixar ou desprezar alguém por ter uma condição de vida simplória, mas me sentir mal por estar numa posição parecida me fez reavaliar tudo. E nisso noto que fui ingrata e injusta.
Esforço não se mede pela fachada de uma casa. Ou pelos bens que se conquistou. Porque muitas vezes os objetivos, prioridades, desafios e condições são diferentes de uma pessoa pra outra. E não é o que você tem que te define. É o que você é, inclusive, apesar do que não tem.
Fico agora com vergonha de como eu pensava e não pelo pouco que tenho.
Aos poucos aprendo a reconhecer a suficiência das coisas. E hoje vejo até abundância onde eu via escassez. E assim me permito ser grata. Isso não quer dizer que me conformei. Mas que aprendi a respeitar cada etapa, e que se estou nessa tenho que saber olhar para que o sou e o que tenho e ser grata. Pois o que tenho hoje me capacita a alcançar o de amanhã. E são as dificuldades que nos dão a chance de crescer. Quando conseguir ir pra outra etapa e tiver adquirido melhorias serei grata pelo progresso. Se vier a perder o que conquistei darei também um jeito. Toda fase tem um motivo e um desafio. Não quero viver em função de alimentar o ego. Quero parar de fazer minha felicidade depender do que ainda não atingi. Parar de comparar. De encontrar maneiras de sorrir com o que está a minha volta.
Talvez a etapa mais difícil: Reconhecer a supervalorização material e meus equivocos de interpretação.
Episódio de hoje: Aprender a viver com menos. E reconhecer o suficiente.
Sabe quando você tem aquele espírito crítico e só vê defeitos? Quando sua insatisfação te faz comparar o que você tem com o que você queria ter? A sensação de que falta algo, que depende de alguns fatores para ficar feliz? De sentir vergonha pela posição que se encontra? Bom isso é um pouco do que senti no início dessa nova jornada.
Quando me mudei de casa eu sabia que o novo lar precisava de muitos ajustes. Porém conviver com tais pendências me impedia de ser grata pelo que tinha.
A maior parte do tempo minha sensação era de que, eu só ficaria feliz se fizesse ao menos alguns ajustes. Ou seja, estava impondo condições a minha felicidade e obstruindo o caminho para a gratidão.
Só depois de algum tempo que fui me dar conta de que o problema não eram as coisas por fazer, mas a dependencia material que eu impunha ao meu bem estar.
Eu até então não tinha avaliado esse tipo de coisa em mim. E era de extrema importância, tanto que talvez eu esteja nessa posição justamente para aprender essa lição.
A fachada da casa era bem judiada. E de alguma forma isso me incomodava e constrangia. Pois eu não sabia, mas associava os bens materiais com o pessoal. E imaginava que julgassem minha condição simples como desleixo ou falta de competência.
Isso gerava em mim um desânimo enorme. Não dava gosto ter zelo por um lugar, que precisando de tantos cuidados, pouco se notava as melhorias mais simples.
Me entristecia muito com isso. Mas aos poucos notei minha arrogância de desprezar meu próprio teto só por causa da aparência.
Reparei que meu impasse não eram as falhas materiais apenas, notei um orgulho ferido. Um temor pela imagem que teriam de mim. Uma comparação com o que eu considerava o ideal me impedia de reconhecer aquilo que eu tinha. Uma ambição cega em que nada estava bom.
Depois comecei a avaliar a situação e percebi que o caráter de alguém não pode ser medido pelos bens que possui. Eu não sabia que via as coisas assim. Não chegava a rebaixar ou desprezar alguém por ter uma condição de vida simplória, mas me sentir mal por estar numa posição parecida me fez reavaliar tudo. E nisso noto que fui ingrata e injusta.
Esforço não se mede pela fachada de uma casa. Ou pelos bens que se conquistou. Porque muitas vezes os objetivos, prioridades, desafios e condições são diferentes de uma pessoa pra outra. E não é o que você tem que te define. É o que você é, inclusive, apesar do que não tem.
Fico agora com vergonha de como eu pensava e não pelo pouco que tenho.
Aos poucos aprendo a reconhecer a suficiência das coisas. E hoje vejo até abundância onde eu via escassez. E assim me permito ser grata. Isso não quer dizer que me conformei. Mas que aprendi a respeitar cada etapa, e que se estou nessa tenho que saber olhar para que o sou e o que tenho e ser grata. Pois o que tenho hoje me capacita a alcançar o de amanhã. E são as dificuldades que nos dão a chance de crescer. Quando conseguir ir pra outra etapa e tiver adquirido melhorias serei grata pelo progresso. Se vier a perder o que conquistei darei também um jeito. Toda fase tem um motivo e um desafio. Não quero viver em função de alimentar o ego. Quero parar de fazer minha felicidade depender do que ainda não atingi. Parar de comparar. De encontrar maneiras de sorrir com o que está a minha volta.