Nada como uma fase difícil ou uma crise existencial para nos levar a reflexões necessárias, que geram mudanças e crescimento.
Eu já havia criado esse blog há anos e nunca fiz uma postagem, sem animo para levar a ideia adiante. Ideia esta que seria achar um canto para arquivar meus pensamentos, reflexões e descobertas pessoais, dividir aqui aquela busca pelo autoaprimoramento.
Tive outro blog cujo o objetivo era tirar uma foto por dia durante todo o ano, isso lá em 2015. E nele acabei criando textos que davam a impressão de ser um diário, registrava minhas filosofadas. Porém ao reler vejo-me tão equivocada sobre mim mesma, que me envergonho de tamanha inocência. Distorcia muitas coisas, me baseando na minha interpretação, o que não necessariamente condizia com a realidade das coisas. Isso tudo porque eu simplesmente não me conhecia, me iludia facilmente, e ainda acho que tenho muito a descobrir sobre mim, mas espero ter melhorado meu discernimento. E bom, é por aqui que irei escrevendo sobre esses processo de autodescoberta.
O que me trouxe aqui foi uma frase que começou a me assombrar, algo como:
"Se você morresse hoje estaria feliz com a vida que tem levado?"
A resposta é definitivamente NÃO. Mas dela surgiu uma outra pergunta: "E o que eu posso fazer para que essa resposta mude?". Foi basicamente assim que decidi assumir a responsa e tomar as rédeas. Vivenciar situações desfavoráveis, sem torná-las um fardo, é um desafio que não tenho vencido. Porque eu me permiti ser alguém fraca. Tenho que admitir isso.
Atualmente ando numa fase de não mais me reconhecer, por perceber que já não me identifico com as coisas que antes me representavam. Fase esta também em que estou a deriva. Porém isso tem seu lado bom, pois se não me identifico com meu antigo eu, isso significa que é hora de me reinventar.
Cai na besteira de reler minhas anotações, que fazia no bloco de notas, na esperança de ver algo interessante, e ri ao constatar que a maioria são arquivos que não valem o espaço que ocupam no hd. Mas alguns fragmentos fizeram a busca valer a pena.
A primeira frase que li que realmente me descrevia e ainda descreve foi:
"É como se meus sonhos e meus desejos vivessem trancados dentro de um cofre cuja a senha eu me esqueci." Eu to tão atordoada implicando com coisas banais que parei de correr atrás dos meus sonhos e não estava me dando conta disso. Vivia frustrada e não via o motivo. Usava desculpas ou condições para justificar o sentimento de estagnação, o mundo parecia conspirar contra mim, mas a verdade é que o problema sempre esteve do lado de dentro. Uma citação que achei perdida também no bloco de notas foi: "Aquele que não está ocupado nascendo está ocupado morrendo" - Bob Dilan. É acho que já me ocupei demais morrendo, hora de mudar as coisas.
Outro impasse é quando esbarro com meus defeitos. Alguns sei bem como são, só que sempre os reconheço quando o estrago já foi feito. Eles tem me passado várias rasteiras e eu já estava até me acostumando ao chão. Maluquice.
Meu marido, que me conhece muitas vezes melhor que eu mesma, bem sabe que minhas mudanças de humor, sentimentalismo, complexo de inferioridade, ou a dificuldade de ser confrontada me roubam boa parte do tempo e energia que eu poderia dedicar a coisas mais construtivas.
Meu ego ferido, acho que tudo se resume nisso, é meu maior obstáculo/distração.
Eu cheguei a conclusão de que todo mal se origina do egoísmo. E a partir disso cheguei na conclusão a seguir:
Por ser egoísta sou intolerante e por ser intolerante sou impaciente. por ser impaciente me estresso. Se me estresso me limito/fecho. Me limitando não sei ser contrariada, fico irritadiça. Ficando irritadiça levo tudo pro pessoal. Levando pro pessoal fico fragilizada. E fragilizada me sobrecarrego. Me sobrecarregando torno-me mais egoísta.
[Nota: Numa busca pela diferença dos termos impaciência e intolerância descobri a que melhor se aplica a mim, onde: Intolerância = Intransigência = Tudo tem que ser como eu quero / Impaciência = Pressa = Tudo tem que ser no meu tempo. - Fonte: "Manual Prático do Espírita" - Ney Prietto Peres]
Por tanto, Falta de foco+Falta de determinação+Falta de domínio próprio são o combo de coisas que estão me impedindo de evoluir. E decidi deixar aqui esse relato, pois é contra essas coisas que irei lutar e é por meio desse blog que vou escrevendo minhas experiências nessa jornada. Seguirei em busca da plenitude, satisfação, e do aprimoramento.
Resolvi deixar o título como contração simplesmente porque é como se essa dor toda fosse algo que vai gerar algum fruto. Contrair significa diminuir de volume, sofrer encurtamento. É mais ou menos como me sinto, como um útero que se contraí para gerar algo grandioso.
Eu já havia criado esse blog há anos e nunca fiz uma postagem, sem animo para levar a ideia adiante. Ideia esta que seria achar um canto para arquivar meus pensamentos, reflexões e descobertas pessoais, dividir aqui aquela busca pelo autoaprimoramento.
Tive outro blog cujo o objetivo era tirar uma foto por dia durante todo o ano, isso lá em 2015. E nele acabei criando textos que davam a impressão de ser um diário, registrava minhas filosofadas. Porém ao reler vejo-me tão equivocada sobre mim mesma, que me envergonho de tamanha inocência. Distorcia muitas coisas, me baseando na minha interpretação, o que não necessariamente condizia com a realidade das coisas. Isso tudo porque eu simplesmente não me conhecia, me iludia facilmente, e ainda acho que tenho muito a descobrir sobre mim, mas espero ter melhorado meu discernimento. E bom, é por aqui que irei escrevendo sobre esses processo de autodescoberta.
O que me trouxe aqui foi uma frase que começou a me assombrar, algo como:
"Se você morresse hoje estaria feliz com a vida que tem levado?"
A resposta é definitivamente NÃO. Mas dela surgiu uma outra pergunta: "E o que eu posso fazer para que essa resposta mude?". Foi basicamente assim que decidi assumir a responsa e tomar as rédeas. Vivenciar situações desfavoráveis, sem torná-las um fardo, é um desafio que não tenho vencido. Porque eu me permiti ser alguém fraca. Tenho que admitir isso.
Atualmente ando numa fase de não mais me reconhecer, por perceber que já não me identifico com as coisas que antes me representavam. Fase esta também em que estou a deriva. Porém isso tem seu lado bom, pois se não me identifico com meu antigo eu, isso significa que é hora de me reinventar.
Cai na besteira de reler minhas anotações, que fazia no bloco de notas, na esperança de ver algo interessante, e ri ao constatar que a maioria são arquivos que não valem o espaço que ocupam no hd. Mas alguns fragmentos fizeram a busca valer a pena.
A primeira frase que li que realmente me descrevia e ainda descreve foi:
"É como se meus sonhos e meus desejos vivessem trancados dentro de um cofre cuja a senha eu me esqueci." Eu to tão atordoada implicando com coisas banais que parei de correr atrás dos meus sonhos e não estava me dando conta disso. Vivia frustrada e não via o motivo. Usava desculpas ou condições para justificar o sentimento de estagnação, o mundo parecia conspirar contra mim, mas a verdade é que o problema sempre esteve do lado de dentro. Uma citação que achei perdida também no bloco de notas foi: "Aquele que não está ocupado nascendo está ocupado morrendo" - Bob Dilan. É acho que já me ocupei demais morrendo, hora de mudar as coisas.
Outro impasse é quando esbarro com meus defeitos. Alguns sei bem como são, só que sempre os reconheço quando o estrago já foi feito. Eles tem me passado várias rasteiras e eu já estava até me acostumando ao chão. Maluquice.
Meu marido, que me conhece muitas vezes melhor que eu mesma, bem sabe que minhas mudanças de humor, sentimentalismo, complexo de inferioridade, ou a dificuldade de ser confrontada me roubam boa parte do tempo e energia que eu poderia dedicar a coisas mais construtivas.
Meu ego ferido, acho que tudo se resume nisso, é meu maior obstáculo/distração.
Eu cheguei a conclusão de que todo mal se origina do egoísmo. E a partir disso cheguei na conclusão a seguir:
Por ser egoísta sou intolerante e por ser intolerante sou impaciente. por ser impaciente me estresso. Se me estresso me limito/fecho. Me limitando não sei ser contrariada, fico irritadiça. Ficando irritadiça levo tudo pro pessoal. Levando pro pessoal fico fragilizada. E fragilizada me sobrecarrego. Me sobrecarregando torno-me mais egoísta.
[Nota: Numa busca pela diferença dos termos impaciência e intolerância descobri a que melhor se aplica a mim, onde: Intolerância = Intransigência = Tudo tem que ser como eu quero / Impaciência = Pressa = Tudo tem que ser no meu tempo. - Fonte: "Manual Prático do Espírita" - Ney Prietto Peres]
Por tanto, Falta de foco+Falta de determinação+Falta de domínio próprio são o combo de coisas que estão me impedindo de evoluir. E decidi deixar aqui esse relato, pois é contra essas coisas que irei lutar e é por meio desse blog que vou escrevendo minhas experiências nessa jornada. Seguirei em busca da plenitude, satisfação, e do aprimoramento.
Resolvi deixar o título como contração simplesmente porque é como se essa dor toda fosse algo que vai gerar algum fruto. Contrair significa diminuir de volume, sofrer encurtamento. É mais ou menos como me sinto, como um útero que se contraí para gerar algo grandioso.