Desde meus 18 anos eu tinha vontade de doar sangue. Mas magrela como sempre fui, não tinha o peso mínimo exigido, oscilava sempre entre 46 ou 48kg, a genética não ajudava. Fiz reeducação alimentar e até cheguei nos 50kg bem no limite do peso mínimo para doação, mas na época havia feito uma tatuagem recentemente o que me impediu de doar sangue. Acabei me consolando ao me cadastrar como doadora de medula óssea, onde o peso não foi impasse, mas ainda queria ir além. A vontade de ser doadora de sangue não me abandonou, embora meu peso baixo continuava a ser problema, e devido a mais uma tatuagem também tive de esperar o tempo exigido passar. Ganhar peso não era difícil, o difícil era eu me disciplinar para manter. Geralmente quando tento por mim mesma acaba chegando uma hora em que relaxo e os poucos ganhos logo se perdem e volto ao habitual. Percebi que desta vez eu precisava de uma motivação diferente. E eis que a vontade de doar sangue bateu forte novamente, então decidi que engordaria com o objetivo de ao menos ter o peso mínimo para doar sangue, mas não queria só 50kg, pra não correr o risco, queria me garantir com 51. E foi assim que finalmente no dia 23/07/2018 consegui finalmente doar sangue pela primeira vez.
Sobre a experiência:
O local da doação estava bem lotado, então esperei bastante, o que me daria tempo de desistir, mas eu estava era ansiosa pela conclusão da missão. Então na triagem tive de pesar, e eis que a balança acusou 51kg e umas gramas, fiquei feliz de atingir o objetivo do ganho de peso e a partir daí estava apta.
Fui vestida com uma calça legging que evidenciava bem minha magreza, e então quando a enfermeira me chamou, ela me olhou com cara de desconfiada e perguntou quanto eu pesava, respondi 51kg, não contente ela perguntou se tinham me pesado na triagem, respondi que sim. Bom eu entendo que por ser magra isso geralmente é associado a fragilidade e sei que a enfermeira não queria estar encarregada de alguém que lhe daria problemas. Estou acostumada a ser subestimada devido a magreza. Ficou claro a relutância dela em me atender, felizmente a desconfiança dela não foi suficiente para me impedir de ir adiante.
Sentei na cadeira e logo ela colocou a agulha em minha veia, é mais grossa do que estava acostumada, diferente de quando tomei soro ou fiz exame de sangue. Porém estava tranquila, estava tão animada que nada parecia ser um problema. Nesse meio tempo, uma enfermeira avisava a uma garota que ela não poderia doar sangue, pois a veia dela tinha estourado e seria melhor ela tentar novamente num outro dia. Para uma pessoa mais sensível a cena poderia ser desencorajadora, mas não pra mim. Fiquei ali abrindo e fechando a mão, olhando de canto de olho a bolsa de sangue encher. A enfermeira incansavelmente vinha me perguntar se eu estava me sentindo bem, atenção que não vi com os demais, porém fiquei grata pela preocupação. Depois entrou uma mulher que aparentava ter uns 35 anos, que já na sala de coleta sentada decidiu desistir poucos instantes antes de receber a agulhada. Estava constrangida, percebi que ela já entrou na sala tensa, o legal foi ver a prontidão das enfermeiras em respeitar a decisão dela e darem uma atenção para que ela não saísse de lá se sentindo mal por desistir. Então não tardou até que meu tempo ali acabasse. Durante todo o processo foi tranquilo, sem dor, sem fraqueza, sem tonturas. Fui então encaminhada a sala do lanche, porém ao chegar lá alguém me avisa que meu braço estava sangrando. Eu nem mesmo senti, estava banhado de sangue a ponto de pingar no chão. Não me assustei, apenas retornei para ser limpa e depois sim deu tudo certo. Ao longo do dia o braço ficou levemente dolorido, algo normal, fui avisada sobre isso, me mantive bem, sem fraqueza ou tonturas. Ao sair a enfermeira da triagem me perguntou se eu tinha conseguido doar, e respondi feliz que sim.
Foi uma realização poder ajudar alguém, poder realizar um desejo de tantos anos, e também de ter conseguido ganhar uns quilos necessários.
Com essa experiência percebi que quando a minha motivação é de ajudar alguém o meu esforço é diferente, tem mais intensidade. Estou decidida a fazer mais uma doação assim que o prazo de três meses passar. Eu pretendo fazer mais tatuagens e sei que isso vai me impossibilitar por vários meses de voltar a doar sangue, por isso já estou me programando pra fazer várias tattoos de uma vez pra depois ficar um bom tempo doando. E claro o desafio de manter o peso estará de pé, tenho gostado da disposição extra que os quilos a mais me trouxeram.
Missão cumprida, chegar aos 51kg, pra doar 450mls de sangue.
Sobre a experiência:
O local da doação estava bem lotado, então esperei bastante, o que me daria tempo de desistir, mas eu estava era ansiosa pela conclusão da missão. Então na triagem tive de pesar, e eis que a balança acusou 51kg e umas gramas, fiquei feliz de atingir o objetivo do ganho de peso e a partir daí estava apta.
Fui vestida com uma calça legging que evidenciava bem minha magreza, e então quando a enfermeira me chamou, ela me olhou com cara de desconfiada e perguntou quanto eu pesava, respondi 51kg, não contente ela perguntou se tinham me pesado na triagem, respondi que sim. Bom eu entendo que por ser magra isso geralmente é associado a fragilidade e sei que a enfermeira não queria estar encarregada de alguém que lhe daria problemas. Estou acostumada a ser subestimada devido a magreza. Ficou claro a relutância dela em me atender, felizmente a desconfiança dela não foi suficiente para me impedir de ir adiante.
Sentei na cadeira e logo ela colocou a agulha em minha veia, é mais grossa do que estava acostumada, diferente de quando tomei soro ou fiz exame de sangue. Porém estava tranquila, estava tão animada que nada parecia ser um problema. Nesse meio tempo, uma enfermeira avisava a uma garota que ela não poderia doar sangue, pois a veia dela tinha estourado e seria melhor ela tentar novamente num outro dia. Para uma pessoa mais sensível a cena poderia ser desencorajadora, mas não pra mim. Fiquei ali abrindo e fechando a mão, olhando de canto de olho a bolsa de sangue encher. A enfermeira incansavelmente vinha me perguntar se eu estava me sentindo bem, atenção que não vi com os demais, porém fiquei grata pela preocupação. Depois entrou uma mulher que aparentava ter uns 35 anos, que já na sala de coleta sentada decidiu desistir poucos instantes antes de receber a agulhada. Estava constrangida, percebi que ela já entrou na sala tensa, o legal foi ver a prontidão das enfermeiras em respeitar a decisão dela e darem uma atenção para que ela não saísse de lá se sentindo mal por desistir. Então não tardou até que meu tempo ali acabasse. Durante todo o processo foi tranquilo, sem dor, sem fraqueza, sem tonturas. Fui então encaminhada a sala do lanche, porém ao chegar lá alguém me avisa que meu braço estava sangrando. Eu nem mesmo senti, estava banhado de sangue a ponto de pingar no chão. Não me assustei, apenas retornei para ser limpa e depois sim deu tudo certo. Ao longo do dia o braço ficou levemente dolorido, algo normal, fui avisada sobre isso, me mantive bem, sem fraqueza ou tonturas. Ao sair a enfermeira da triagem me perguntou se eu tinha conseguido doar, e respondi feliz que sim.
Foi uma realização poder ajudar alguém, poder realizar um desejo de tantos anos, e também de ter conseguido ganhar uns quilos necessários.
Com essa experiência percebi que quando a minha motivação é de ajudar alguém o meu esforço é diferente, tem mais intensidade. Estou decidida a fazer mais uma doação assim que o prazo de três meses passar. Eu pretendo fazer mais tatuagens e sei que isso vai me impossibilitar por vários meses de voltar a doar sangue, por isso já estou me programando pra fazer várias tattoos de uma vez pra depois ficar um bom tempo doando. E claro o desafio de manter o peso estará de pé, tenho gostado da disposição extra que os quilos a mais me trouxeram.
Missão cumprida, chegar aos 51kg, pra doar 450mls de sangue.