quarta-feira, 25 de abril de 2018

Chororô

Dias atrás eu tive uma crise de choro. Não sei se já mencionei aqui, mas isso é algo que se tornou comum. Virei uma chorona. Em busca do motivo cheguei em algumas conclusões. Meu choro é uma forma passiva de demonstrar raiva/tristeza. Se não explodo: choro. É também minha forma de me consolar quando sou tomada pelo drama, ou de me punir quando me culpo. Choro porque meu ego ferido faz eu me magoar com pouco. Choro de vergonha depois de falar mais do que devia. Virou uma reação padrão. Isso mostra que tem algo desregulado. (isso é inclusive um dos tópicos pra uma futura consulta ao psicólogo). Esse é um problema diferente, pois a maioria das coisas com as quais luto são coisas que eu sempre tive, isso porém é relativamente novo. Não sei se a pressão de ter um relacionamento cooperou (lembrando que meu relacionamento é bom, mas o fato de eu ter dificuldade em ser contrariada e não estar no meu melhor é que complica). Seja como for tem me preocupado. Porque eu sei que não sou assim, porque consigo sentir que meu emocional tá tão fragilizado que as lágrimas brotam antes mesmo de eu conseguir refletir. É um choro precipitado, é uma angustia que toma conta de mim, sinceramente eu não sei como isso surgiu.
Porém uma descoberta recente me fez ter esperança.

Numa dessas crises de choro eu tentava usar pensamentos positivos pra reverter a situação e nem isso funcionava, aliás o que mais me irrita nisso é que não tenho controle, uma vez que começo a chorar me custa muito pra parar. Eu estava muito inquieta para meditar, então nem cogitei. Até que num belo dia, eu ainda irritada e chorando peguei o lápis e o papel e passei a desenhar, o resultado foi esse ao lado. Fiz direto com a caneta, uma unipin. Riscando o papel na tentativa de transmitir minha raiva e tristeza, quando me dei conta em menos de cinco minutos o choro cessou. Depois ao pensar sobre isso me lembrei de certas coisas que exigem minha concentração e que descongestionam a mente. Fazer malabarismo também me deixa em "transe" assim com desenhar, e fazer certos artesanatos também. A concentração me desliga do que causa o choro. E nossa como fiquei aliviada ao me dar conta de que há uma válvula de escape. Ok, o problema não é só interromper o choro, mas principalmente impedi-lo de acontecer, já que é desproporcional, porém é um progresso que fiz por acaso. Vou usar a mesma estratégia pra quando ficar com pensamentos negativos, ou raiva.
Esta semana eu estou mais zelosa com o que se passa na minha cabeça. Tô tentando reconhecer meus humores, e pensamentos. Então até aqui sei que estou bem, gostaria que isso também refletisse em conseguir dominar esse choro compulsivo. Vamos ver os próximos capítulos.

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