Num dos posts anteriores eu mencionei algumas coisas que queria tentar fazer para gastar energia, pois creio que isso me ajudaria a ter uma vida mais equilibrada.
Então semana passada tomei a iniciativa de correr atrás e experimentar algumas coisas das quais me interesso, unindo o útil ao agradável.
Com certo nervosismo e vergonha, criei coragem e hoje fiz uma aula experimental de Kung Fu.
Foi uma experiência muito interessante, ainda mais porque foi uma das coisas mais diferentes que já fiz. Nunca pratiquei NADA de artes marciais, e acho que foi um bom inicio.
Pra começar só os alongamentos são extremamente puxados (e olha que sou flexível) trabalham muito respiração, força, flexibilidade e concentração.
Das atividades que já pratiquei, [dança, pilates, cinesioterapia. (Obs: nada disso foi praticado por longos períodos, dança foi brevemente na infância, pilates algumas aulas apenas e a cinesio eram os alongamentos no meu antigo trabalho que duravam 10min 2x na semana)] nenhum alongamento foi mais intenso que o do kung fu. Também pudera, ao aprender os primeiros movimentos você nota que vai exigir bastante do corpo então é bom já deixá-lo preparado. É uma ótima atividade para gasto de energia (meu objetivo), mas também tem muitas outras funções, algumas são belos bônus.
Durante a aula eu fui assombrada por alguns "fantasmas", velhos conhecidos meus.
A vergonha/Insegurança: Expor minha falta de habilidade em público me deixa desconfortável, e isso me retraí. Estar num novo ambiente, conviver com novas pessoas, ah isso é complicado, mas na medida do possível tentei ser sociável, mas também confesso que não dei o meu melhor, pois ao temer o julgamento alheio, perdi o foco em certos momentos. É a velha sensação de "eu poderia ter me saído melhor se ignorasse o que os outros vão pensar". Isso também me atrapalhou ano passado, quando fiz treinamento para brigadista. Em algumas coisas me sai bem, mas é só eu me sentir perdida ou vulnerável que ai eu perco o embalo/foco. Fico na espera de que haja mais explicações ou alguma ajuda, quando algumas situações exigem que você tenha iniciativa e se arrisque, mesmo que seja da forma errada, pois é ai que você é advertido e aprende. Mas meu orgulho muitas vezes me sabota, ai eu me coloco em posições mais favoráveis/covardes, para não ter de enfrentar as situações que me deixam assim com medo de errar. Porém o kung fu é tão interessante que é uma ótima forma de trabalhar isso.
A falta de concentração: Eu tenho dificuldade de memorizar as coisas rápido. E kung fu são movimentos sequenciais, então eu me perdia facilmente, mal captava o primeiro movimento e já tinha que seguir pros próximos. Isso me mostrou da forma mais clara possível o quanto é preciso aquietar a mente, pra mim observar, absorver e reproduzir os movimentos. Pra isso é necessário muita atenção. Mas minha cabeça fica berrando: "Puta merda que difícil!", "acho que não vou conseguir", "aah droga não to acompanhando". "Porcaria ta todo mundo vendo esse fiasco" e ai ao invés de me concentrar no que estou vendo, acabo me atrapalhando por ouvir as minhocas na minha cabeça e não o mestre. De sorte que o mestre é paciente e o pessoal lá respeitoso. E refletindo depois isso é algo que sempre me ocorreu. Quando fiz dança na infância, algumas vezes a jovem que nos ensinava perdeu a cabeça comigo, já que nem sempre eu acompanhava. Num desses dias em especial ela parou a aula, desligou o som e gritou comigo na frente das meninas. Reconheço que não era um passo difícil, não exigia muita habilidade, porém eu não tinha compreendido e isso se refletiu na minha falta de coordenação. Acho que por eu errar em algo "fácil" fez ela perder a cabeça achando que eu estava fazendo pouco caso, como se fosse desleixo. Foi algo bem chato, tanto que ela encerrou a aula antes da hora e umas meninas vieram ver se eu tava bem. De certa forma acho que desencadeou esse meu medo de não acompanhar as instruções, ai me sinto um lixo quando "sou devagar pra aprender", já pensei ter déficit de atenção devido a isso. No pilates eu tinha dificuldade de acertar algumas posições, porém creio que isso dentro do normal, nada que uns toques do instrutor não corrigissem. E lá eu tinha foco, me concentrando apenas no que eu devia fazer. O que me mostrou que é uma questão de estar aberto a errar, e que JAMAIS deve se comparar aos outros, cada um tem suas limitações. Coisa que vivo esquecendo. Mas que reforçarei pra me lembrar.
Concentração é um ponto fraco meu e justamente por isso creio que uma atividade assim seria benéfica. Pois eu iria trabalhar o que geralmente acaba me fazendo desistir/desanimar das coisas. No kung fu eu teria que trabalhar essa área, já que o aprendizado depende disso.
Justificar meus erros: Caramba como isso é irritante. Eu parecia o Dre, o molequinho do karatê kid, o filme mais recente com Jack Chan, quando ele fica reclamando ao invés de se calar e aprender. Tipo não que eu reclamei, mas ao notar que eu estava fazendo algo errado eu falava "sou ruim pra memorizar". Independente da dificuldade, ficar repetindo/justificando o porque de errar não me ajuda em nada. Não é preciso se desculpar a todo tempo por errar, é um processo de aprendizado, isso faz parte. É bom ter noção do que te atrapalha, mas é necessário passar por cima e não esbarrar nisso. Enfim, na aula mesmo me toquei disso e já tentei mudar a postura.
Eu sai feliz, realizada e bem cansada rsrs, foi mais legal do que eu esperava, fiquei desapontada comigo mesma por não desenvolver como eu gostaria, mas é preciso lembrar que é minha primeira vez, não fosse as neuras da minha cabeça teria sido perfeito. E nossa eu aprendi tanto sobre mim mesma, analisando melhor a situação e vendo o que dá pra melhorar, e estar numa atividade nova me fez ver muita coisa.
Sexta-feira agora é dia de experimentar o Ballet Adulto. Estão bem animada também, acho que o mais difícil vai ser depois ter de optar por apenas uma dessas atividades.
Então semana passada tomei a iniciativa de correr atrás e experimentar algumas coisas das quais me interesso, unindo o útil ao agradável.
Com certo nervosismo e vergonha, criei coragem e hoje fiz uma aula experimental de Kung Fu.
Foi uma experiência muito interessante, ainda mais porque foi uma das coisas mais diferentes que já fiz. Nunca pratiquei NADA de artes marciais, e acho que foi um bom inicio.
Pra começar só os alongamentos são extremamente puxados (e olha que sou flexível) trabalham muito respiração, força, flexibilidade e concentração.
Das atividades que já pratiquei, [dança, pilates, cinesioterapia. (Obs: nada disso foi praticado por longos períodos, dança foi brevemente na infância, pilates algumas aulas apenas e a cinesio eram os alongamentos no meu antigo trabalho que duravam 10min 2x na semana)] nenhum alongamento foi mais intenso que o do kung fu. Também pudera, ao aprender os primeiros movimentos você nota que vai exigir bastante do corpo então é bom já deixá-lo preparado. É uma ótima atividade para gasto de energia (meu objetivo), mas também tem muitas outras funções, algumas são belos bônus.
Durante a aula eu fui assombrada por alguns "fantasmas", velhos conhecidos meus.
A vergonha/Insegurança: Expor minha falta de habilidade em público me deixa desconfortável, e isso me retraí. Estar num novo ambiente, conviver com novas pessoas, ah isso é complicado, mas na medida do possível tentei ser sociável, mas também confesso que não dei o meu melhor, pois ao temer o julgamento alheio, perdi o foco em certos momentos. É a velha sensação de "eu poderia ter me saído melhor se ignorasse o que os outros vão pensar". Isso também me atrapalhou ano passado, quando fiz treinamento para brigadista. Em algumas coisas me sai bem, mas é só eu me sentir perdida ou vulnerável que ai eu perco o embalo/foco. Fico na espera de que haja mais explicações ou alguma ajuda, quando algumas situações exigem que você tenha iniciativa e se arrisque, mesmo que seja da forma errada, pois é ai que você é advertido e aprende. Mas meu orgulho muitas vezes me sabota, ai eu me coloco em posições mais favoráveis/covardes, para não ter de enfrentar as situações que me deixam assim com medo de errar. Porém o kung fu é tão interessante que é uma ótima forma de trabalhar isso.
A falta de concentração: Eu tenho dificuldade de memorizar as coisas rápido. E kung fu são movimentos sequenciais, então eu me perdia facilmente, mal captava o primeiro movimento e já tinha que seguir pros próximos. Isso me mostrou da forma mais clara possível o quanto é preciso aquietar a mente, pra mim observar, absorver e reproduzir os movimentos. Pra isso é necessário muita atenção. Mas minha cabeça fica berrando: "Puta merda que difícil!", "acho que não vou conseguir", "aah droga não to acompanhando". "Porcaria ta todo mundo vendo esse fiasco" e ai ao invés de me concentrar no que estou vendo, acabo me atrapalhando por ouvir as minhocas na minha cabeça e não o mestre. De sorte que o mestre é paciente e o pessoal lá respeitoso. E refletindo depois isso é algo que sempre me ocorreu. Quando fiz dança na infância, algumas vezes a jovem que nos ensinava perdeu a cabeça comigo, já que nem sempre eu acompanhava. Num desses dias em especial ela parou a aula, desligou o som e gritou comigo na frente das meninas. Reconheço que não era um passo difícil, não exigia muita habilidade, porém eu não tinha compreendido e isso se refletiu na minha falta de coordenação. Acho que por eu errar em algo "fácil" fez ela perder a cabeça achando que eu estava fazendo pouco caso, como se fosse desleixo. Foi algo bem chato, tanto que ela encerrou a aula antes da hora e umas meninas vieram ver se eu tava bem. De certa forma acho que desencadeou esse meu medo de não acompanhar as instruções, ai me sinto um lixo quando "sou devagar pra aprender", já pensei ter déficit de atenção devido a isso. No pilates eu tinha dificuldade de acertar algumas posições, porém creio que isso dentro do normal, nada que uns toques do instrutor não corrigissem. E lá eu tinha foco, me concentrando apenas no que eu devia fazer. O que me mostrou que é uma questão de estar aberto a errar, e que JAMAIS deve se comparar aos outros, cada um tem suas limitações. Coisa que vivo esquecendo. Mas que reforçarei pra me lembrar.
Concentração é um ponto fraco meu e justamente por isso creio que uma atividade assim seria benéfica. Pois eu iria trabalhar o que geralmente acaba me fazendo desistir/desanimar das coisas. No kung fu eu teria que trabalhar essa área, já que o aprendizado depende disso.
Justificar meus erros: Caramba como isso é irritante. Eu parecia o Dre, o molequinho do karatê kid, o filme mais recente com Jack Chan, quando ele fica reclamando ao invés de se calar e aprender. Tipo não que eu reclamei, mas ao notar que eu estava fazendo algo errado eu falava "sou ruim pra memorizar". Independente da dificuldade, ficar repetindo/justificando o porque de errar não me ajuda em nada. Não é preciso se desculpar a todo tempo por errar, é um processo de aprendizado, isso faz parte. É bom ter noção do que te atrapalha, mas é necessário passar por cima e não esbarrar nisso. Enfim, na aula mesmo me toquei disso e já tentei mudar a postura.
Eu sai feliz, realizada e bem cansada rsrs, foi mais legal do que eu esperava, fiquei desapontada comigo mesma por não desenvolver como eu gostaria, mas é preciso lembrar que é minha primeira vez, não fosse as neuras da minha cabeça teria sido perfeito. E nossa eu aprendi tanto sobre mim mesma, analisando melhor a situação e vendo o que dá pra melhorar, e estar numa atividade nova me fez ver muita coisa.
Sexta-feira agora é dia de experimentar o Ballet Adulto. Estão bem animada também, acho que o mais difícil vai ser depois ter de optar por apenas uma dessas atividades.
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