Estive tendo uns dias difíceis. Me veio uma tristeza e angustia muito forte semana passada. No geral eu estava feliz e era grata pela vida e pela minha situação. Tinha minhas insatisfações e mimimis, mas nada específico justificava tamanha tristeza.
Eu vinha de dias felizes, onde aprendia a aceitar as adversidades da melhor maneira, mas ai puft, acordei mal e assim fiquei.
Passei o dia averiguando o que poderia ser, meditei, fiz minhas preces, e nada. Estava inquieta.
Eu queria respostas, queria entender, queria mudar aquilo, queria voltar ao normal.
Geralmente se estou triste, eu vou fazer as coisas que gosto, para não ficar alimentando o que me entristece e para arejar a cabeça. Porém sem saber o que gerava aquilo em mim, nem mesmo conseguia ter concentração ou ânimo para meus hobby's, tarefas ou distrações, nem mesmo dava para ouvir música, tava difícil.
Meus pensamentos se resumiam em: ficar mais mal comigo mesma por me sentir alguém ingrata, por me sentir maluca por não me entender e por isso não conseguir também me explicar, por me sentir culpada, pois tudo parecia ridículo. Minha mente não parava um segundo. E isso cansa e irrita.
Então na teimosia e ainda pedindo respostas nas minhas preces, eis que minha voz interior me orientou o seguinte:
-Pare de procurar racionalizar tanto. Pare de buscar respostas ou explicações pra tudo, pois você agora só precisa de PAZ e não de conclusões.
Por algum motivo eu ri, percebi que era isso mesmo. Eu estava tão vidrada nessa sensação ruim que tinha se instalado em mim, que devo ter gerado com isso uma baita ansiedade, o que piorou tudo. Eu só queria expelir aquilo, as tentativas de analisar a situação só geravam frustrações e na verdade eu acho que precisava ficar triste -por mais que eu não aceitasse- para reorganizar algumas coisas. Percebi que somente com essa mudança drástica, com essa tristeza inconveniente, é que fui notar que eu não estava em paz, tava dando muita trela pros meus pensamentos, eu não estava vivenciando o momento, queria mudá-lo nessa maluquice de querer entender tudo, e ai veio algo além da minha compreensão para me fazer parar. A princípio me frustou a ausência de respostas, mas depois que aceitei que algumas coisas são assim, ai automaticamente fez sentido e a paz se instalou. Eu estava mascarando a solidão e o silêncio. Estava me ocupando o tempo inteiro (seja produzindo algo seja me distraindo), para não ter que confrontar a solidão e porque o silêncio estava me deixando desconfortável comigo mesma. Parece que esse baque veio para me desacelerar, para me obrigar a ficar em silêncio, para me permitir o real desfrute da solidão, para ter paz, para ficar a sós comigo mesma.
Eu sou meio doida, oscilo muito entre procrastinação e produtividade, usando um pra compensar o outro, mas acabo insatisfeita em ambos os estados. Ou me sobrecarrego, ou me sinto uma inútil.
E as vezes eu nem percebo o quão nocivo pode ser. É como se eu corresse, e depois parasse, sentasse pra descansar, mas esquecesse de respirar. Só parar de correr não me recompõe, é preciso respirar.
Já estou ok novamente, e sou grata por esse momento confuso que tive que passar, sei que não deve fazer sentido, mas tudo bem isso. A lição no fim é que eu preciso parar de depender do tintim por tintim para me conformar.
Eu vinha de dias felizes, onde aprendia a aceitar as adversidades da melhor maneira, mas ai puft, acordei mal e assim fiquei.
Passei o dia averiguando o que poderia ser, meditei, fiz minhas preces, e nada. Estava inquieta.
Eu queria respostas, queria entender, queria mudar aquilo, queria voltar ao normal.
Geralmente se estou triste, eu vou fazer as coisas que gosto, para não ficar alimentando o que me entristece e para arejar a cabeça. Porém sem saber o que gerava aquilo em mim, nem mesmo conseguia ter concentração ou ânimo para meus hobby's, tarefas ou distrações, nem mesmo dava para ouvir música, tava difícil.
Meus pensamentos se resumiam em: ficar mais mal comigo mesma por me sentir alguém ingrata, por me sentir maluca por não me entender e por isso não conseguir também me explicar, por me sentir culpada, pois tudo parecia ridículo. Minha mente não parava um segundo. E isso cansa e irrita.
Então na teimosia e ainda pedindo respostas nas minhas preces, eis que minha voz interior me orientou o seguinte:
-Pare de procurar racionalizar tanto. Pare de buscar respostas ou explicações pra tudo, pois você agora só precisa de PAZ e não de conclusões.
Por algum motivo eu ri, percebi que era isso mesmo. Eu estava tão vidrada nessa sensação ruim que tinha se instalado em mim, que devo ter gerado com isso uma baita ansiedade, o que piorou tudo. Eu só queria expelir aquilo, as tentativas de analisar a situação só geravam frustrações e na verdade eu acho que precisava ficar triste -por mais que eu não aceitasse- para reorganizar algumas coisas. Percebi que somente com essa mudança drástica, com essa tristeza inconveniente, é que fui notar que eu não estava em paz, tava dando muita trela pros meus pensamentos, eu não estava vivenciando o momento, queria mudá-lo nessa maluquice de querer entender tudo, e ai veio algo além da minha compreensão para me fazer parar. A princípio me frustou a ausência de respostas, mas depois que aceitei que algumas coisas são assim, ai automaticamente fez sentido e a paz se instalou. Eu estava mascarando a solidão e o silêncio. Estava me ocupando o tempo inteiro (seja produzindo algo seja me distraindo), para não ter que confrontar a solidão e porque o silêncio estava me deixando desconfortável comigo mesma. Parece que esse baque veio para me desacelerar, para me obrigar a ficar em silêncio, para me permitir o real desfrute da solidão, para ter paz, para ficar a sós comigo mesma.
Eu sou meio doida, oscilo muito entre procrastinação e produtividade, usando um pra compensar o outro, mas acabo insatisfeita em ambos os estados. Ou me sobrecarrego, ou me sinto uma inútil.
E as vezes eu nem percebo o quão nocivo pode ser. É como se eu corresse, e depois parasse, sentasse pra descansar, mas esquecesse de respirar. Só parar de correr não me recompõe, é preciso respirar.
Já estou ok novamente, e sou grata por esse momento confuso que tive que passar, sei que não deve fazer sentido, mas tudo bem isso. A lição no fim é que eu preciso parar de depender do tintim por tintim para me conformar.
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